Por esses dias tenho andando muito nostalgica. Não sei se o clima de fim de ano está influenciando, mas tenho lembrado de coisas velhas.
Ontem eu e minha irmã estavamos conversando antes de dormir e eu puxei (não sei porquê) um assunto lá do fundo do baú, de quando estavamos na 6º série. Para quem não sabe, eu e minha irmã somos gêmeas e estudamos a vida inteira juntas, só nos separamos agora na faculdade. Mas, voltando ao assunto da 6º série, nessa época a Sil era representante de turma e eu estava na organização da gincana, além é claro de elaborarmos o jornal da escola. Tinhamos um certo “poder” e por isso recebemos de brinde uma puxa-saco. A Sil bem que parecia gostar das “puxassacadas” da Natália, porém eu detestava. Não gostava da mania dela de nos perseguir, ou de ficar babando ovo achando tudo que fazíamos um máximo. Devo admitir que ás vezes (muitas vezes) eu era até grosseira com ela, porque queria privacidade, queria fofocar com a minha irmã e não podia pois ela sempre estava lá. Lembro que nessa época a escola oferecia curso de teatro, dança e desenho. Eu e a Sil fazíamos os três cursos e não preciso dizer que derrepente (mais que derrepente) surgiu na Natália uma vontade louca de fazer os três cursos, mas acabou que ela só conseguiu fazer o curso de desenho (menos mal).
Essa foi uma época boa da minha vida, mas para mim a melhor época mesmo foi quando eu estava na 8º série. Era o último ano na escola e a Sil era representante e eu vice. Conhecíamos pessoas de várias salas, pois no ano anterior tínhamos sido abre-alas da banda, além das reuniões intermináveis com os representantes das outras turmas. Nessa época também tínhamos uma puxa-saco, mas dessa eu não lembro o nome, só me lembro que ela era representante de uma das quinta séries e ela dizia que nós erámos as melhores representantes que ela já tinha conhecido. Nessa época, além de representante eu também estava na comissão da festinha de formatura, além de dar aulas de reforço de matemática a pedido do professor Arthur. Acho que essa foi a única fase na minha vida que fui boa aluna em exatas. Era estranho dar aulas para pessoas da minha turma, sendo que algumas eram até minhas amigas.
Nos meus 14 anos eu também fazia acadêmia. Praticava rame seshin jitsu e adorava, tenho as medalhas até hoje dos estaduais que participei. Meu pai não gostava muito, pois artes maciais, para ele, era uma coisa violenta demais e que não era um esporte para meninas. Ele pegou mais implicância com o Rame depois que me viu lutando e apanhando feito tambor na folia.
Eu não fazia só coisa de menino, também saia a noite vestida de mocinha, ou matava tempo na pracinha em frente a escola. Era um grupo inseparável, eu, a Sil, Gabi,Adriana e Aline. Desse grupo só resistiu o que no segundo grau se tornou o trio ternura: eu, Sil e Gabi, mas essa é outra história.
Foi uma época boa. Acreditem, em alguma fase (remota) da minha vida eu já gozei de muita popularidade. Outro dia falando dessa época me peguei dizendo uma frase tão clichê: “eu era feliz e não sabia”.
Algo em mim diz que outro tempo bom está se aproximando. Não sei porquê, mas sinto isso e acredito. Talvez seja apenas esperança ou intuição, ou quem sabe os dois. Seja lá o que for, será para o bem, afinal depois da tempestade vêm a bonança.
Desculpem, o post foi gigante. Beijos e carinhos, fiquem com Deus.
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Ama Deus e sua família. É uma pessoa reservada, porém muito gentil. {
08/09 - Aniversário da Cinthia
17/09 - Seminário sobre a estética em "O triste fim de Policarpo Quaresma"


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