Sim, eu sou uma boa aluna de teoria, mas, apesar disso eu sou humana e como qualquer ser humano sou cheia de problemas. Mas vamos começar com calma.
Na quinta, no dia do teste de teoria, cheguei em casa e vi minha mãe lá com os olhos cheios d´água. Depois que eu insisti um pouco ela me contou que ela e meu padrasto haviam se separado e que ela não estava triste por ele ter ido embora e sim pela forma que ele fica tratando dela (chamando ela de burra na frente de todo mundo e etc.). Fiquei lá consolando a minha mãe e de cabeça-quente fui pra faculdade fazer o tal teste. Lógico que, com a cabeça-quente tive aqueles famosos e conhecidos brancos (coisa que eu não tinha há um bom tempo), mas mesmo assim fiz a prova e (achava eu) razoavelmente bem.
Quando encontrei com o pessoal da turma que já havia terminado começamos a comentar as questões da prova e todos falavam da questão sobre o herói épico e da falta de autonomia do mesmo, porém, na minha prova não havia essa questão, ou melhor eu achava que não havia. Perguntei qual era o número da tal e me disseram ser a número 1. Número 1?! mas a número 1 não era de verdadeiro e falso? Não, Simone, essa era a 2! A dita cuja questão (que eu sabia a resposta!) valia 0,5 ponto sendo que o teste valia apenas 2,5! Fiquei desesperada! Como eu pude deixar aquilo passar despercebido. Fiquei morrendo de vergonha e não queria voltar nem a pau pra sala para pedir pra responder a questão esquecida. Afinal, era erro meu, não era? O pessoal da turma insistiu até que eu subi para conversar com o Elieser (professor) e tentar explicar que eu havia esquecido a questão. Ainda bem que sou boa aluna e o professor (acho eu) sabia que eu jamais deixaria uma questão em branco (ainda mais uma que eu sabia e já havia discutido ela em outras aulas). Continue lendo… ▼
Sente e retomei o meu teste. Feito uma desesperada tentei criar um texto sobre o herório épico. Não teve muita coerência, eu admito e minha letra ficou mais do que horrível, ficou completamente terrível, mas a questão estava ali! Ufa!
No sexta minha mãe e meu padrasto já haviam voltado e eu ficava aqui pensando com os meus botões o quão pouca é a vergonha na cara que a minha mãe tem. Depois de reclamar dele voltar como se nada tivesse acontecido e hoje ela queria que eu saísse com eles e pousasse de “happy family” por aí! Sim, eu me arrumei chorando, porque eu não queria ir e ninguém me escutava! Quando acabei de me arrumar minha mãe falou que eu não precisava ir e me passou aquele sermão do quanto eu sou infantil, que eu tenho que aceitá-lo, que ela não era a culpada do meu pai ter ido embora, que eu só vivia triste, que não entendia porque eu só vivia assim e partiu para o famoso “tranca a faculdade e vai morar em São Paulo com seu pai.” Toda vez que ela se irrita comigo é a mesma coisa! Eu não entendo porque ela insiste em saber o que eu sinto se sempre que tento dizer ela me chama de egoísta, me culpa pelos problemas dela e diz pra eu morar com o meu pai. Só me resta chorar mesmo, já que não tenho direito de verbalizar.
É complicado eu aceitar o meu padrasto vendo a forma que ele trata a minha mãe. Vendo o quanto ele a faz sofrer! Será que é tão difícil entender o que eu sinto? Depois eu que sou confusa…
Na psicóloga eu não posso ir, minha mãe diz que a psicóloga é perigosa porque me dá razão. Não posso conversar com a minha familia porque eles me julgam ao invés de me ouvir e eu particularmente não quero puxar esse tipo de assunto com os meus amigos de faculdade, não acho legal estragar a única parte boa da minha vida falando de coisas que só me fazem mal, então, mais uma vez, resta o blog e fazer o “ouvido” dos meus amados leitores de pinico!
Beijos e carinhos, fiquem com Deus
Leninha Lima,
Evana,
Isadora,
Pathy,
Jéssica,
Drica Monteiro,
Lena,
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Sy,
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Micha,
